DemoEx - Democracia Experimental
Governo Popular é aquele em que há de fato a democracia pura.
O Demoex não possui nenhuma ideologia no sentido de posição política, mas uma ideologia de compromisso: Ampliar a democracia na sociedade.


Iniciado por demoex br 24 Fev, 2011.
Iniciado por demoex br. Última resposta de daltro 15 Ago, 2010.
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Adicionado por João Paulo
Grupos na internet se organizam para criar partidos sem ideologia.
Missão dos seus futuros parlamentares será votar projetos de acordo com o que for decidido por debates na rede
Publicação: 07/08/2011 07:44 Atualização:
Em 1988 Cazuza lançava o album Ideologia. Foi um grito, como ele mesmo definiu em entrevista na época, de uma geração “sem ideologia, compactada entre o anos 1960 e os dias de hoje”. Passados 23 anos, jovens continuam a buscar uma forma de preencher o vazio “de uma geração sem participação política alguma”, frase dita pelo compositor nos anos 1980 e repetida até hoje. Mas, se naquela época corria-se atrás de ideologia política, uma onda contrária a ela está surgindo no Brasil, pelo menos à ideologia partidária. Com o anseio de aumentar a participação dos cidadãos na vida política, alguns grupos estão se organizando no país para fundar partidos diferentes dos 27 já existentes. A nova ideia, herdada de países europeus, é usar a internet para debater, comentar e votar diretamente todas as leis em discussão nas casas legislativas, sem existir por trás disso uma ideologia.
Em outubro do ano passado, mês das eleições, um grupo de 20 pessoas teve a ideia de criar um partido político “que realmente representasse os interesses dos cidadãos”, contou um dos idealizadores, o servidor público de Brasília Alexandre Paranhos, de 34 anos. Inspirados no partido sueco Demoex – que elegeu logo na primeira disputa um representante na Câmara Municipal de Vallentuna –, os jovens pretendem trazer para o Brasil a experiência de democracia direta eletrônica, com votações pela internet.
Já com o programa partidário pronto, os integrantes do Partido Cidadãos, como foi denominado, tentam agora criar a plataforma política para começar a colher as 500 mil assinaturas cobradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro. “Hoje, por meio da internet, finalmente podemos retirar uma parte importante do poder político de nossos representantes e devolvê-lo ao cidadão, seu dono legítimo”, defende Alexandre. Ele observa que o partido não terá ideologia, mas dois ideais: dar a todos os cidadãos voz ativa em todas as decisões políticas do país, e não apenas nas eleições, e apoiar um debate aberto, sem distorções, onde os pontos a favor e contra possam ser discutidos abertamente.
No programa partidário, o Cidadãos se propõe a criar um site para que qualquer eleitor filiado ao partido possa opinar e votar nos projetos de lei em tramitação, em todas as casas legislativas no Brasil em que a legenda tiver representantes eleitos. Os parlamentares terão a obrigação de respeitar a voz das pessoas e terão de votar em projetos conforme o resultado das votações on-line, sem acordos secretos. Antes das decisões será feito um debate no fórum, também virtual. Só será aceito um voto por título de eleitor. A pessoa poderá mudar o voto, que não será secreto. A contribuição mínima para o partido será de 12% do salário mínimo, R$ 65 por mês. Filiados até 18 anos terão 70% de desconto e filiados até 21, 50%. “ Temos vontade de conseguir registrar o partido para as eleições municipais do ano que vem, mas não sei se vai dar tempo”, disse Alexandre.
Uma iniciativa parecida com a do Cidadãos, o Partido da Internet (PDI), inspirado no Partido da Internet espanhol, também pretende nascer sem ideologia. O PDI usará a internet para oferecer a oportunidade de a população opinar nas votações do Legislativo, educação sobre o funcionamento da máquina pública, espaço para debate de temas em pauta na política nacional e global, transparência dos gastos públicos e dos políticos eleitos pelo partido. O papel dos eleitos pelo PDI, de acordo com Gian Carlo Martinelli, um dos mentores da proposta, é o de “deixar de ser simples representante passando a ser executor da vontade popular”.
PIRATA O primeiro documento, um manifesto, criado pelo Partido Pirata do Brasil (PPBr), movimento que teve início no país em 2007, esboça, de acordo com um dos integrantes, Alexsandro Albuquerque, a proposta de modelo de democracia plena que o PPBr pretende implantar no país, “a contragosto da classe política”. O manifesto foi construído na internet, a muitas mãos, de forma aberta com recursos colaborativos, sem distinção entre os participantes. Posteriormente foi discutido, votado e aprovado em uma ferramenta de votação on-line, que identifica o usuário pelo número do título de eleitor. O PPBr defende: o direito à liberdade de expressão; o direito de livre acesso à cultura; ao conhecimento, incluindo a liberdade de fazer, estudar, aprimorar e compartilhar, de maneira aberta, livre e colaborativa; à intimidade, incluindo a privacidade de informações e dados pessoais. Com 140 membros, o partido só deve disputar as eleições em 2014.
(Publicado no Estado de Minas)
Bairro de Foz do Iguaçú vive experiência de democracia pura
Conselho aceita voto de quem mora fora, mas possui ligação com a comunidade.
Decisões são para maiores de 16 anos.
31/05/2010 | 00:29 | Gabriel Azevedo, da sucursal, especial para a Gazeta do Povo
Conselho dos 500 escolheu portal por meio de votação.
Construção quer evocar antiguidade clássica e cultura política da Grécia antiga.
Imagine morar em um lugar onde você possa debater, apresentar e votar projetos sem a necessidade de eleger um vereador ou um deputado. Em Cognópolis, um bairro localizado na região rural de Foz do Iguaçu, no Oeste do estado, todos os moradores e colaboradores podem participar de todas as fases do processo de tomada de decisões.
Praticantes da democracia pura, forma de governo em que a população se autogoverna sem intermediários, os cognopolitas – moradores ou colaboradores de Cognópolis – criaram no início desse ano o Conselho dos 500, baseado no antigo modelo ateniense de democracia, no qual todos os cidadãos tinham direito a voto.
De acordo com Júlio César Garcia, um dos coordenadores do conselho, a iniciativa de adotar esse sistema nasceu da possibilidade de implantar um modelo de gestão em que todos pudessem participar. “Apesar de dar vazão aos interesses individuais, a democracia pura prima pelos interesses coletivos.”
Na opinião de Alexandre Balthazar, outro coordenador do Conselho dos 500, quando as pessoas participam efetivamente do processo de decisão, aumentam o senso de pertencimento à comunidade.
Essa Rede Social se propõe a criar mecanismos de debate a respeito das diversas vertentes da democracia. A decisão de montar essa rede social foi inspirada na iniciativa de jovens de Vallentuna que implementaram a Democracia Experimental.
Os tópicos iniciais do Forum foram extraídos do Livro "Democracia Pura de J. Vasconcelos"
O autor mostra que a democracia pura teve suas origens nas sociedades primitivas, quando, em função da sobrevivência, os indivíduos agiam de modo cooperativo, solidário e todos tinham acesso ao processo decisório; a participação era direta e espontânea. Tabus e superstições deterioraram esse tipo de organização e uns poucos aproveitadores começaram a desfrutar de privilégios; solidariedade e espontaneidade foram substituídas por medo e desconfiança.
E assim, há milênios, formou-se a classe dominante, que se outorga poderes sob os mais diversos motivos (origem divina, bons relacionamentos, poder econômico etc.) criando um círculo vicioso que perpetua o poder nas mãos dos poderosos, que exploram grande parte da população sob o pretexto de governá-la. Nas atuais democracias representativas o direito de expressão não é posto em prática por falta de veículos para se expressar; a vontade do povo, não tem defensores, pois a principal meta de seus representantes eleitos é se perpetuar no poder.

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Postado por Luiz Carlos em 4 maio 2011 às 2:30
Postado por allekstar em 28 março 2011 às 10:55
A democracia como a conhecemos do 25 Abril de 1974 está obsoleta. Esta democracia permissiva tornou-se perniciosa, permite que os partidos representam o povo apenas até ao momento em que são eleitos. A partir daí representam-se a eles próprios, no formato de um governo cristalizado e indiferente. Portanto a democracia cessa findas as eleições
ContinuarPostado por allekstar em 28 março 2011 às 10:53
"5-Ressaltar a necessidade do restabelecimento da credibilidade do Senado, cujo nível de degradação atingiu patamares inaceitáveis, como condição necessária para o fortalecimento do Estado de Direito. "
…
ContinuarPostado por demoex br em 3 março 2010 às 16:30
Otávio, o tribuno, caiu. Ele se opôs a um projeto de reforma agrária que daria terras para a plebe. Tibério pediu uma votação popular que destituiu Otávio. Isso foi em 133 a.C. Se não adotarmos o mesmo mecanismo de participação popular, viveremos eternamente a frustração de eleitores traídos.
A…
Postado por demoex br em 18 janeiro 2010 às 13:00
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